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A CULTURA DO FOGO
   

 

A “CULTURA” DO FOGO

 

                OS IMPACTOS DAS QUEIMADAS EM SOLOS E  FLORESTAS

 

 

                Todos os anos, de junho a setembro, assistimos a ocorrência de grandes queimadas em quase todo o território brasileiro. Em nossa região, essa prática ainda é muito comum e costuma ter o objetivo de queimar as pastagens antigas para que o capim brote verde assim que as chuvas chegarem.

            Em regiões onde predominam savanas e campos abertos, como o  Cerrado brasileiro, o fogo faz parte da dinâmica do ecossistema, ou seja, ele tem uma importância nos processos ecológicos que alí ocorrem, permitindo por exemplo, que muitas sementes de algumas espécies vegetais germinem sob calor intenso. Mas mesmo no cerrado,  o fogo não é uma ocorrência anual, a não ser pelas mãos do homem. Pelos ciclos naturais nem todo ano o fogo ocorre, para isso é preciso que as condições ambientais e climáticas sejam favoráveis para a ocorrência de incêndios.

            Quando passamos a falar dos ecossistemas florestais, no nosso caso a Mata Atlântica, o fogo não faz parte da dinâmica, ou seja, nenhuma espécie de vida existente nestes ambientes tem sua vida, em algum momento, atrelada a ocorrência de incêndios. Florestas tropicais tem por características próprias serem úmidas e localizadas em regiões com alto índice pluviométrico.

            Apesar dessas características, temos durante o ano, a ocorrência de meses mais secos, sem praticamente nenhuma chuva significativa e isso faz com que as florestas respondam naturalmente a falta de água, seja pela diminuição do metabolismo das plantas ou mesmo pelo  uso do sereno que cai a noite, fazendo com que o mesmo acabe por levar um pouco de umidade ao ecossistema. 

 O problema maior que hoje ocorre é  devido a intensa perda da cobertura florestal e  a criação de grandes áreas de pastagens no entorno das florestas remanescentes. O fogo colocado nos pastos vizinhos acaba por impactar as bordas florestais e em alguns casos penetram dentro das florestas queimando a serapilheira (camada de matéria orgânica acumulada no solo)  e assim provocando profundos impactos naqueles locais.

As pessoas que colocam fogo em áreas de pastagem, geralmente não sabem o dano que causam não só as florestas remanescentes como também as próprias áreas de pasto.  O motivo da queima é a intenção de  que o pasto rebrote com a chegada das chuvas, porém, o que acabam por fazer  é diminuir cada vez mais a fertilidade do solo, através da morte dos microorganismos existentes, que são os responsáveis por exemplo, pela estruturação do solo e pela canalização das águas para os lençóis freáticos.

Com o passar dos anos e com as queimas anuais, o solo através de processos de lixiviação vai perdendo seus nutrientes e ficando cada vez mais pobre até mesmo para os capins mais comuns.

Os processos erosivos também são resultados da perda da cobertura florestal e da queima das pastagens, já que as chuvas, ao chegarem, encontram as áreas totalmente desprovidas de vegetação e assim , acabam por carregar grandes quantidades de solo para as áreas mais baixas, muitas vezes assoreando córregos, rios e nascentes. Ou seja, o proprietário rural acaba por perder anualmente grandes quantidades de solo. 

As práticas de incêndio também provocam a liberação de grandes quantidades de CO2 na atmosfera, contribuindo para o agravamento do aquecimento do planeta e gerando poluição local.

A utilização do fogo para “limpar” áreas deve ser  planejada, orientada e  autorizada pelos órgãos ambientais competentes. Criar aceiros bem feitos para que o fogo não invada outras áreas, principalmente ecossistemas naturais, é um atitude que deve ser obrigatória para quem queima qualquer local. 

Permitir que as pastagens “descansem” por algum tempo, deixando que se transformem em “pasto sujo” é mais inteligente do que enfraquecê-las todos os anos pelas queimadas, pois assim estará se permitindo que os microorganismos e os organismos em geral façam o seu trabalho, tão fundamental para que as áreas voltem a ser férteis e utilizáveis pelos próprios proprietários rurais.

A “cultura” do fogo é na verdade um “ensinamento” que as pessoas mais antigas foram passando de geração em geração, porém essa  prática se revelou destruidora e impactante, principalmente pelo modo e intensidade como é feita.

Educar cada vez mais e punir severamente os responsáveis é a maneira mais lúcida de enfrentar o problema.      

 

 

 

 

                                                                                              Angelo Mendonça  

 

 

 

 


Fonte: http://paginas.terra.com.br

  

 

 

 

 

 


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