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REFLORESTAMENTO - A Complexidade de se Construir Florestas Nativas

 

REFLORESTAMENTO

 

A COMPLEXIDADE DE SE CONSTRUIR

FLORESTAS NATIVAS

        

Muitos projetos de reflorestamento acabam no meio do caminho e   agregando muito pouco valor ambiental aos locais onde foram executados. Além disso,  provocam grandes prejuízos financeiros e um grande desânimo nos proprietários rurais.   

         É preciso entender a dinâmica das florestas e os processos ecológicos que regem o funcionamento das mesmas. Cada espécie ou grupo de espécies pode ter uma exigência maior de nutrientes, pode requerer um grau maior ou menor de luminosidade, de água  e pode ter relações com outras espécies (relações interespecíficas) e relações com indivíduos de sua própria espécie (relações intra específicas) fundamentais para seu crescimento e  reprodução.

         Uma questão fundamental para o sucesso de um projeto de reflorestamento é saber em que tipo de solo as mudas serão plantadas. Geralmente os solos usados para estes projetos costumam  ter um histórico de uso intenso,  que ocasionou a perda de muitos nutrientes, muitas vezes fundamentais para o crescimento de muitas árvores. Nestes casos é preciso realizar práticas de correção do solo, ou seja, torná-los mais  enriquecidos e consequentemente mais aptos para  as espécies mais exigentes, caso contrário a perda de mudas será grande.

         A escolha das espécies que serão plantadas deve levar em conta a formação florestal da região. É preciso conhecer quais são as árvores mais abundantes,  e para isso é preciso que profissionais capacitados realizem levantamentos florísticos nos fragmentos florestais mais bem conservados criando posteriormente um banco de dados com as espécies ocorrentes.

         Com relação as atividades de plantio, é fundamental saber a qual  grupo ecológico as espécies pertencem. Existem quatro grupos: Pioneiras e secundárias iniciais,  que são os grupos formados por espécies de crescimento rápido, de vida curta, que precisam de muita luz para crescerem e que vão modificar as condições do solo; secundárias tardias e clímax, são os grupos formados por espécies de crescimento mais lento, de vida longa e que necessitam de áreas sombreadas para se desenvolverem. 

         Em projetos realizados em áreas abertas, desprovidas de árvores, as espécies pioneiras e secundárias iniciais podem ser plantadas junto com  as espécies secundárias tardias e clímax, proporcionando para estas últimas as condições ambientais ideais para seu crescimento, através do sombreamento e de mudanças estruturais do solo. 

         Em projetos que tem como objetivo enriquecer uma floresta já existente, pode-se plantar espécies secundárias tardias e clímax no meio das demais árvores, dando sempre preferência para aquelas que já ocorrem na região.

         Um  grande problema para que atividades de reflorestamento sejam executadas com sucesso é a composição florística atual de muitas áreas que foram desmatadas e tiveram suas pastagens abandonadas. Em nossa região e em grande parte do sudeste brasileiro, muitas das áreas que antes eram compostas de pastagens, foram tomadas por espécies invasoras e oportunistas que encontraram o ambiente ideal, com solos pouco férteis e muita luz disponível.  

         Um exemplo típico dessa realidade é a presença de uma espécie de samambaia, Pteridium aquilinum, que ocupa grandes áreas e em grandes quantidades, dificultando a regeneração natural das florestas e muitas vezes propagando o fogo para dentro dos remanescentes florestais vizinhos.

Para se executar um projeto de reflorestamento nessas áreas, os proprietários terão gastos extras com mão de obra e para preparar o terreno, já que as Pteridium possuem rebrotação rápida e são muito resistentes ao fogo e  a falta de chuvas. Para estes casos, o plantio de algumas espécies florestais mais resistentes às ações desta  samambaia, tem conseguido sucesso. Com o crescimento das mudas, o posterior sombreamento das áreas e as mudanças químicas do solo, as samambaias acabam perdendo força e permitindo que as mudas plantadas cresçam e viabilizem a chegada de novas espécies, acelerando a transformação de toda a área.  

         Vale lembrar que todo projeto de reflorestamento deve contemplar também: Controle sistemático contra formigas; escolha de mudas de boa procedência e qualidade; plantio preferencialmente em épocas de chuva; espécies atrativas à fauna; eliminação de espécies invasoras; isolamento das áreas plantadas contra a presença de herbívoros e monitoramento constante.

         Para se obter sucesso em ações de reflorestamento é preciso ter, além de incentivos e campanhas,  o conhecimento científico  sobre toda a complexa biologia e ecologia das espécies envolvidas, para que os resultados possam se traduzir, a longo prazo, na construção de novas florestas.

 Ps: Uma outra solução para a construção de florestas, mais lenta, porém de  menor custo, é a restauração ecológica através de técnicas de nucleação.  No próximo artigo falarei a respeito.

 

                                                                           Angelo Mendonça   

 


Modelo de restauração ecológica, através de técnicas de plantio

Fonte:  Kageyama, 2002

 

 

 

 

Samambaia (Pteridium aquilinum ) dificultando

a regeneração de um trecho de mata atlântica

 no município de Vassouras-RJ


 

Fonte:  Angelo Mendonça, 2005

 


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