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Miguel Pereira no Jornal O GLOBO
 

Fazendas, boa mesa e sossego no Vale do Café

Eduardo Maia (Email)

Publicado:18/02/13 - 11h52

Atualizado:18/02/13 - 12h21

A fazenda São João da Barra é uma das mais bonitas e preservadas de todo o Vale do CaféEduardo Maia / O Globo

MIGUEL PEREIRA - Diferentemente do que as fazendas centenárias e as cidadezinhas em estilo antigo possam levar a acreditar, uma viagem ao Vale do Café, no Sul Fluminense, não é apenas uma volta ao passado. Ao se dirigir até essa região, onde as colinas arredondadas ainda têm as marcas da plantação do “ouro negro”, esgotadas há quase cem anos, o visitante para no tempo. O ritmo lento, imposto pelas estradas de terra batida e pelas distâncias, ajuda a aproveitar a paisagem, aprender um pouco mais de História e respirar o famosíssimo ar puro dessa região. A pouco mais de uma hora e meia do Rio, o Vale do Café é uma boa pedida para descansar o corpo e a alma dos excessos carnavalescos ou do cotidiano da cidade grande.

Quando, por volta de 1930, o médico sanitarista Miguel Pereira começou a recomendar a seus pacientes com problemas respiratórios temporadas nas terras altas do Sul Fluminense, em especial Paty do Alferes e o então distrito de Estiva (atual Miguel Pereira), não sabia, mas havia descoberto a cura para o declínio econômico que vivia a região. Com o fim do ciclo do café, o turismo se apresentou como solução para a região. Ao longo dos anos as belas sedes das fazendas passaram a receber turistas e festivais, como o do Vale do Café e o Café, Cachaça, Chorinho, que combinam história, música e gastronomia nas praças, igrejas e fazendas da região, composta por 15 municípios.

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A gastronomia é outra grande atração da área. A forte influência da comida mineira — levada por colonos que migraram para a região no século XIX, quando as minas das Gerais já não enchiam mais seus bolsos — não impediu que receitas e temperos de outros cantos se instalassem por ali. É possível comer um leitão assado no forno à lenha ou um prato de massa que não deixa nada a dever às melhores cantinas italianas.

Mas a atração principal é mesmo a História, materializada em todos os cantos, seja nas cicatrizes da terra ou nas fazendas, que parecem continuar numa eterna disputa. Não é mais a quantidade de sacas de café que conta, e sim a quantidade de histórias que cada uma guarda em seus amplos cômodos. Mas essa briga não interessa ao visitante. História, no Vale do Café, está em todos os lados. É a própria paisagem.

Gastronomia. Variedade no cardápio

Alessandro cultiva limões sicilianos. Manfred faz embutidos. Luiz deixou o Rio para se dedicar aos queijos. Eles seriam apenas pequenos produtores se não fossem também responsáveis por algumas das melhores mesas do Vale do Café. A cena gastronômica da região, variada e cheia de surpresas, vai além da “comida da roça” e é um dos principais motivos para pegar o carro e viajar até a terra dos antigos barões.

Em alguns casos, vale até mesmo se embrenhar pelas estradinhas vicinais, como a que leva à Fazenda do Alemão, uma pitoresca propriedade que é um pouquinho de Alemanha e África do Sul na localidade de Cinco Lagos, em Mendes. O alemão em questão é Manfred Bergmann, casado há 40 anos com Anne Maria Dorothy, natural de Johannesburgo. Os dois se mudaram para a região em 1987, quando ele, um então engenheiro aposentado — que veio ao Brasil para trabalhar na construção das usinas de Angra dos Reis — abriu no sítio uma fábrica de salsichas, tradição de família. Hoje produz 50 tipos diferentes de embutidos, mais cortes de porco tradicionais, como eisbein (joelho de porco) e kassler.

Boa parte da produção é escoada para restaurantes cariocas como Adega do Pimenta, Clube Germânia, Adega Pérola, Caffé Olé e Otto. O que fica é vendido na lojinha da fazenda e servido no simpático restaurante, decorado à moda Oktoberfest e com bancos e mesas de madeira, feitos pelo próprio Manfred. Não fuja do básico e peça o combinado da casa (salsichas branca e frankfurter, bolo de carne e kassler) ou o joelho de porco, devidamente acompanhados por chucrute e salada de batata. A interferência de Anne, que cuida com extrema simpatia do atendimento no salão, no cardápio é representada pela samosa, pastel típico de Johannesburgo, com carne moída, alho, gengibre, curry e pau de canela.

Assim como Bergmann e Anne, Alessandro Bova é outro estrangeiro que consolidou no interior seu caso de amor com o país. Desde 2006 ele comanda a cozinha do Empório Sacra Família, no distrito homônimo de Engenheiro Paulo de Frontin. Mezzo antiquário mezzo cantina italiana, o restaurante chama atenção por aquilo que é de fabricação própria. O limoncello, feito com os limões sicilianos que Alessandro cultiva na histórica Fazenda do Salto, que comprou nos anos 1990, é tanto uma ótima forma de encerrar as refeições quanto uma boa lembrancinha para levar. Já a massa segue a receita da nonna calabresa. O fettucine com camarão e abobrinha e o risoto à piemontese com filé são os carros-chefes da casa.

— No começo era para ser só um ponto de venda de antiguidades da região e artesanato feito por moradores locais. A cozinha era só um detalhe, mas ficou maior que a loja — explica Alessandro ao falar dos objetos à venda, como sombrinhas, máscaras de carnaval, móveis antigos e tapeçaria que colaboram para a decoração extravagante da casa.

O cenário é ponto alto em outro aconchegante restaurante da região, o Summer Garden, no Centro de Miguel Pereira. Antigas máquinas de costurar servem de base para algumas mesas e de abajur, dependendo do tamanho. O vão entre a cozinha e o salão, por onde passam os pratos, é coberto por uma lousa, onde estão anotadas as sugestões. Se você vir esse quadro-negro se mexendo, relaxe, você não bebeu demais.

No cardápio, sempre em transformação, a chef Diana Carvalho valoriza os produtos locais em pratos leves. A truta, que vem da Região Serrana, por exemplo, é servida ao molho de manteiga de caipirinha de lima e gengibre, com batatas ao murro em ervas e sal grosso. A terrine de sorvete de café com crocantes de castanha de caju e calda de chocolate meio amargo é uma homenagem ao grão que fez a riqueza da região no passado. O tomate de Paty do Alferes, um dos maiores produtores do Brasil, também é bastante usado nos pratos e já inspirou até festival temático.

Ainda no perímetro urbano de Miguel Pereira, há outras duas paradas obrigatórias. Apreciadores de queijo de cabra e ovelha já devem, em algum momento, ter encontrado nas gôndolas de supermercados e delicatessens do Rio laticínios do Sítio Solidão. A fábrica deve ser reaberta à visitação nos próximos meses, quando as obras de modernização terminarem. Enquanto isso não acontece, resta ao visitante se acomodar no simpático bistrô anexo, com mesas e cadeiras na calçada, e apreciar a grande variedade de queijos e frios produzidos ali. Não volte para casa sem provar o queijo curado de ovelha, um dos preferidos do sócio Luiz Menezes, um apaixonado por laticínios desde a infância, quando visitou o estande da França numa edição da Feira da Providência. O sítio produz ainda uma linha extensa de embutidos e sua própria marca de cachaça.

Também nem pense em pegar a estrada de volta sem antes dar uma passadinha no Doces Carmen, que leva o nome da doceira mais tradicional da região. Há 52 anos, a loja vende cerca de 30 sabores (varia com a temporada) de doces cristalizados, compotas e geleias, feitos ali mesmo, e servidos em panelões, de maneira despretensiosa. As receitas caseiras foram elaboradas por Dona Carmen, que morreu há seis anos, justamente num dia de São Cosme e Damião. O negócio hoje é tocado por sua filha, Claudete Amaral, que aponta os doces de laranja-da-terra e jaca como os mais procurados da casa.

Barões da cerveja

O vale é do café e algumas fazendas se dedicam à produção de cachaça. Mas a cerveja tem seu lugar num roteiro gastronômico pela região graças à cervejaria-escola do Senai em Vassouras, que completa 20 anos em 2013. A visita é indicada aos apreciadores de bebidas e aos curiosos em geral e tem a vantagem de ser guiada por professores do curso técnico de cervejaria, o único do país.

Passeando por essa minifábrica da loura (para ser justo, ruivas, morenas e negras também são feitas ali) se tem uma noção completa de todas as etapas que envolvem o processo, desde a sala de brassagem, onde a matéria-prima recebe o primeiro tratamento, à linha onde a bebida é engarrafada, passando pelo laboratório onde a cerveja é analisada e as câmaras de resfriamento. No final, há uma merecida degustação das bebidas feitas na escola.

Fazendas. Café, cachaça e Niemeyer

Elas se destacam na imensidão verde, imponentes. Com cheiro de tinta fresca ou assoalho rangendo, as sedes das antigas fazendas de café continuam sendo o coração do vale. Visitar essas propriedades é sempre uma oportunidade para sentir a história na pele e conhecer personagens especiais, do presente e do passado.

Uma das que mantém ainda hoje o garbo dos bons tempos é a Fazenda São João da Barra, no limite de Miguel Pereira e Vassouras. Graças à dedicação do atual proprietário, o pecuarista Rogério van Rybroek, que comprou a fazenda, de 1830, há 18 anos e iniciou uma longa reforma.

O historiador Milton Teixeira prestou consultoria técnica durante as obras e atualmente comanda as visitas guiadas de grandes grupos durante o Festival do Vale do Café, que acontece no meio do ano. Turibio Santos e Wagner Tiso já se apresentaram na fazenda em edições passadas. Fora do evento, é o próprio dono que acompanha os visitantes, em grupos de no mínimo 12 pessoas.

O mobiliário, os santos barrocos, a louça centenária, os instrumentos usados para tortura de escravos, tudo isso impressiona. Mas o destaque são os documentos guardados da casa. Há certidões de nascimento, venda, compra e alforria de escravos, moedas antigas e até comunicados com a assinatura de Dom Pedro II — emoldurados em destaque junto a um convite, tão pequeno quanto valioso, para o funeral do último monarca do Brasil. O acervo, adquirido em leilões na Europa, principalmente, faz da visita algo imperdível.

A Fazenda Cachoeira do Mato Dentro, em Vassouras, também tem muita história. Foi tão importante que tinha até uma estação de trem privativa. Os anos de glória, no entanto, ficaram claramente para trás, mas a falta de glamour é compensada pela simpatia do atual dono, Luiz Felipe Rangel, e pela forma como ele explica como era a vida em uma fazenda naquela época. O clima meio nonsense criado pela decoração feita por sua mulher, que poderia ser cenógrafa dos filmes de Pedro Almodóvar, é outro motivo para ir até lá.

O principal atrativo da Fazenda Santa Cecília, no distrito de Vera Cruz, em Miguel Pereira, é bem mais moderno: a capela de Santa Cecília, de Oscar Niemeyer. O projeto foi encomendado pelo então proprietário, o ex-governador do Distrito Federal e ex-ministro da Cultura de José Sarney, José Aparecido de Oliveira, para comemorar os 15 anos de sua filha, Cecília, em 1987. A capela, com as linhas arredondadas características do arquiteto, se contrapõe à casa-sede de estilo neoclássico. No interior, desenhos de Niemeyer em azulejos contam a trágica história da santa, que empresta o nome à fazenda. Outra contribuição modernista foi o jardim de Burle Marx. De histórico, porém, sobrou pouco da fazenda, de 1780.

No auge do ciclo do café, quando a região era responsável por 75% do grão produzido no país, Vassouras podia ser considerada uma filial da corte no interior do estado do Rio. A cidade chegou a abrigar 25 barões, sete viscondes e dois marqueses. No centro da cidade, a herança desse período pode ser vista na Praça Barão do Campo Belo e no casario histórico ao redor, e na Casa da Hera, hoje um museu e administrado pelo governo do estado. A decoração original e móveis da época ajudam a visualizar como viviam esses nobres.

O casarão, de princípios do século XIX, pertenceu ao comissário de café Joaquim José Teixeira Leite, cuja importância do cargo se pode imaginar. Mas os dois nomes mais ligados à casa são de Dona Eufrásia, filha mais nova de Leite, famosa por seu estilo arrojado para a época, e Manoel da Silva Ribeiro, o caseiro que teve a ótima ideia de cobrir a fachada da casa com trepadeiras.

As fazendas de cachaça são outra atração interessante do Vale do Café. Entre os dois alambiques mais produtivos da região, e que recebem visitantes, estão o da Fazenda do Anil, em Miguel Pereira, onde é feita a Magnífica, e o da Fazenda Santo Antônio da Cachoeira, em Vassouras, local de produção da cachaça Cachoeira. Para quem gosta da aguardente, é um programa e tanto.

Conservatória. Um lugar antigo chamado saudade

Reviver é um dos verbos mais conjugados em Conservatória. Lembrar e cantar são os outros. Poucos lugares no mundo vivem a nostalgia como este distrito de Valença, uma espécie de Disneylândia para saudosistas em geral. E por isso mesmo poucos lugares encantam como esta cidadezinha presa voluntariamente ao passado, a 142 quilômetros das novidades do Rio. Participar de suas serenatas, serestas e outras manifestações culturais é uma das atividades mais interessantes no estado. Sem falar nos museus dedicados a nomes do rádio e no Cine Centímetro, uma réplica do antigo Metro da Tijuca.

O nome poético nada a tem a ver com o gosto pelo passado. Vem de Conservatório dos Índios, relativo aos assentamentos indígenas no local no século XVIII. Mas cai como uma luva diante do esforço em conservar a tradição das serestas, de 135 anos.

Há mais de 60 anos, os irmãos Joubert de Freitas e José Borges ajudaram a revitalizar a cantoria, na época em baixa, transformando de vez a vocação local. Há 15 anos, José Borges criou o Museu da Seresta, reunindo um grande acervo do universo seresteiro, que, infelizmente, sofreu com a falta de conservação.

Atualmente a coleção está na Casa de Cultura de Conservatória, ponto de partida das serestas das noites de sexta e sábado. Antes de saírem às ruas, os seresteiros se reúnem ali para uma espécie de aquecimento, aberto ao público. Às 23h começa a serenata, relembrando clássicos românticos do século passado, sem hora para acabar. No quarto domingo de cada mês, acontece a missa dos seresteiros, na Igreja de Santo Antônio, toda cantada.

O que se escuta nas ruas é o tema dos museus dedicados a Vicente Celestino e a Sílvio Caldas. Na prática, é o mesmo museu dividido em dois. Roupas, fotos, cartazes, discos e objetos pessoais ajudam a contar a história desses e outros cantores que beiram o esquecimento em outros cantos do país.

Pelas ruas, há música em todo o canto. Cada casa nas ruas principais tem, na fachada, uma plaquinha com o nome de um antigo sucesso. Praticamente todos os restaurantes têm música ao vivo, com cantores como Zé Maria Ferr, que largou a advocacia para viver da voz:

— Faço seresta em todos os lugares, o dia todo. Assim é Conservatória.

Não são apenas os saudosistas das grandes vozes do rádio que se satisfazem em Conservatória. Os cinéfilos vão se emocionar no Cine Centímetro, uma versão reduzida do Metro Tijuca. Da fachada, exatamente igual, ao interior, tudo remete ao cinema tijucano. A obra é fruto da determinação do advogado carioca Ivo Raposo Jr., que não descansou até conseguir comprar o espólio da tradicional sala, desativada em 1977. Só em 2005 ele conseguiu o material (poltronas, projetores, cortinas, lustres, espelhos, mobília...) para abrir seu pequeno Metro particular, no terreno da família.

— Minha história é um pouco “Cinema Paradiso”. Fui projetista quando garoto e sempre sonhei em ter um cinema só meu — diz.

Por algum tempo, graças a contatos no ramo, chegou a exibir filmes inéditos, antes de entrar em cartaz. Atualmente, a sala só tem exibição pública no Festival CineMúsica, em setembro. Mas grupos de no mínimo 15 pessoas são bem-vindos. Raposo exibe um filminho com trechos de clássicos da Metro-Goldmeyer. Recordar é viver

Serviço

Fazenda São João da Barra: Km 8 da RJ-121, sentido Vassouras, no distrito de Morro Azul. Tel: (24) 2239-5823.

Fazenda do Alemão: Av. Saputizeiro, Cinco Lagos, Mendes. Tel. (24) 2465-5050.

Fazenda Cachoeira do Mato Dentro: Rodovia BR-393, Km 173, Vassouras. Tel. (24) 2471-6779.

Fazenda Santa Cecília: Estrada do Titipió, distrito de Vera Cruz, Miguel Pereira. Tel. (24) 2484-8283.

Casa da Hera: Rua Dr. Fernandes Jr. 160, Vassouras. Tel. (24) 2471-2930.

Empório Sacra Família: Av. Roger Malhardes 237, Sacra Família, Engenheiro Paulo de Frontin. Tel. (24) 2468-1496.

Summer Garden: Rua Bruno Lucci 909, Miguel Pereira. Tel. (24) 2484-1814.

Doces Carmen: Rua Dr. Pedro Saullo 70, Miguel Pereira. Tel. (24) 2484-2933.

Sítio Solidão: R. Heleno Gomes Leal 73, Miguel Pereira. Tel. (24) 2484-2404.

Casa de Cultura de Conservatória: Rua Monsenhor Paschoal Librelloto 307, Conservatória. Tel. (24) 2438-1316.

Cine Centimetro: Tel. (21) 9997-6223.

Museu Vicente Celestino: Rua Pedro Gomes 50, Conservatória. Tel. (24) 2438-1194

Eduardo Maia viajou com apoio da Pousada Yledaré



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